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Archive for janeiro \27\UTC 2010

Alguém aí já teve medo da morte? Acho que todo mundo já teve. Não adianta se fazer de durão, você já tremeu as pernas sim ao pensar nela e ao pensar pra onde você vai.

A última vez que tive medo dela eu estava nadando na piscina do clube. Veio um sentimento estranho, algumas perguntas e uns pensamentos como: Para onde eu vou? Porra, será que eu vou esquecer tudo que eu estou vivendo? Perder tudo que estou conquistando? Eu vou perder meus familiares e amigos? E o pior.. Eu não vou estar mais aqui para viver os acontecimentos da Terra, seja uma Terceira Guerra Mundial ou um abraço entre o Hugo Chávez e o Bush. Me senti tão aflito que saí repentinamente da piscina e meus primos ficaram se perguntando o que tinha acontecido comigo. O que aconteceu comigo?

Acho que o ponto que eu quero tocar neste texto e o ponto que eu sinto maior receio não é a morte, já que esta é certa e eu já estou conformado dela. O que me inquieta é o pós-morte. Não é o céu ou o inferno. É saber se eu vou para junto de Deus, se eu reencarno ou se eu simplesmente sumo. É saber se a consciência existe unicamente como resultado de correlações da matéria ou se ela não tem origem física, apenas usa o corpo como instrumento para se expressar.

Mas então chego à conclusão que não vou gastar meu nobre e curto tempo pensando nisso, pois quando menos se espera: pimba! Só escrevi isso aqui para me extravasar e liberar o que tava engasgado. Mas gastei muito tempo. Agora me dá licença que eu vou viver…

Post-Scriptum: Como ouvi uma senhora dizendo: “Eu?  Não, não me preocupo com a morte. Por quê? Pois preocupação dá rugas… (risos)”.

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Consoada – Manuel Bandeira

Quando a indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
– Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

Alguém aí já teve medo da morte? Acho que todo mundo já teve. Não adianta se fazer de durão, você já tremeu as pernas sim ao pensar nela e ao pensar pra onde você vai.

A última vez que tive medo dela eu estava nadando na piscina do clube. Veio um sentimento estranho, algumas perguntas e uns pensamentos como: Para onde eu vou? Porra, será que eu vou esquecer tudo que eu estou vivendo? Perder tudo que estou conquistando? Eu vou perder meus familiares e amigos? E o pior.. Eu não vou estar mais aqui para viver os acontecimentos da Terra, seja uma Terceira Guerra Mundial ou um abraço entre o Hugo Chávez e o Bush. Me senti tão aflito que saí repentinamente da piscina e meus primos ficaram se perguntando o que tinha acontecido comigo. O que aconteceu comigo?

Acho que o ponto que eu quero tocar neste texto e o ponto que eu sinto maior receio não é a morte, já que esta é certa e eu já estou conformado dela. O que me inquieta é o pós-morte. Não é o céu ou o inferno. É saber se eu vou para junto de Deus, se eu reencarno ou se eu simplesmente sumo. É saber se a consciência existe unicamente como resultado de correlações da matéria ou se ela não tem origem física, apenas usa o corpo como instrumento para se expressar.

Mas então chego à conclusão que não vou gastar meu nobre e curto tempo pensando nisso, pois quando menos se espera: pimba! Só escrevi isso aqui para me extravasar e liberar o que tava engasgado. Mas gastei muito tempo. Agora me dá licença que eu vou viver…

Consoada – Manuel Bandeira

Quando a indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
– Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

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No último post falei que estava em uma cidade pequena. Além de pequena é aconchegante e é uma cidadezinha que amo. Esta é Porteirinha. Trinta e poucos mil habitantes, no Norte de Minas, a 170 km de Montes Claros e a 500 km de Belo Horizonte. É a cidade onde minha família materna têm suas origens. Vivi lá até os 4 anos. Apesar de ter nascido em Montes Claros, me sinto um pouco porteirinhense. Sempre dou uma passada por lá nas férias para rever os parentes e para me aventurar.

Porteirinha foi grande produtora de algodão nas décadas de 70 e 80. Era a capital mineira do algodão. Mas devido pragas e disputas econômicas, além da falta de incentivos, a economia declinou vertiginosamente. Perdeu poder econômico e político e os distritos de Pai Pedro, Serranópolis e Nova Porteirinha se tornaram independentes. Nenhuma cultura “vingou” mais.

Agora, Porteirinha vive do turismo. Afinal, “quem é rei nunca perde a majestade”. A cidade faz parte da Serra Geral, formação geológica do Período Cretáceo que nasce no Paraguai, passa por Argentina e Uruguai, corta diagonalmente o sul do Brasil e reaparece no Norte de Minas. A principal atração turística é a Cachoeira do Serrado (foto) – com “S’ mesmo, não é uma alusão ao cerrado – uma bela queda do Rio Serra Branca. A água é geladíssima mas a paisagem é deslumbrante. Dá vontade de ficar o dia todo olhando pra ela.

Porteirinha é ideal para o ecoturismo. Trekking, rapel, escalada e trilhas de bicicleta e a cavalo são opções para se praticar. Depois é só tomar um banho nos rios que cortam o município.

Em outubro ocorre o Port Folia, micareta criada recentemente mas que atrai milhares de pessoas além do Luau das Acácias, organizada pela Ordem Demolay local. A micareta ocorre na Praça Odilon Coelho, a praça central da cidade onde o povo se encontra nos fins-de-semana e onde ocorre a maioria das festas e shows. Lá era onde eu brincava nas tardes de domingo em um half pipe. Mas depois de uma grande reforma, a praça comporta lanchonetes que antes ficavam em trailers ao redor.

Por falar em domingo, todas as manhãs de domingo o Mercado Municipal enche de pequenos produtores da região vendendo seus produtos. Desde Pequi, feijão e galinhas à melancia, umbu e um gostoso caldo de cana.

No mês de julho ocorre a tradicional Festa de Serra Branca, com quase cento e cinquenta anos. O verdadeiro nome dela é Festa Senhora de Sant’ana de Serra Branca e é uma festa religiosa. Pessoas do Brasil todo vem para essa festa. Meu avô e meu padrinho me contam que iam a essa festa quando eram jovens e não saiam com menos de três namoradas.

Se estiver passando por lá, não deixe de visitar!

Postei algumas fotos dessa minha última visita: http://www.flickr.com/photos/explorando-meu-quintal

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Viajar é ótimo. Mas acho que é melhor ainda quando vou viajar para um lugar, seja uma fazenda, um sítio ou uma cidade pequena, onde consigo avistar as estrelas.

Vim para uma cidade pequena e a primeira coisa que eu notei de diferente foram esses pontinhos que enfeitam o céu como luzes de Natal. De cara, identifiquei o Cruzeiro do Sul, as Três Marias, Órion, Cão Maior, Cão Menor e por aí vai. Devo até ter avistado a estrela que guiou os três Reis Magos até o menino Jesus.

Moramos em cidades grandes, ficamos aprisionados em apartamentos, levando a nossa vida naquela correria cotidiana e nem olhamos para o céu para poder apreciar a beleza das estrelas. Mas é tão cheio de luzes ao redor  que nem é possível avistar qualquer estrela. Às vezes, nem a Lua Cheia temos o prazer de ver. Isso me causa até um desconforto.

Mude isso. Prove o céu, as estrelas, a lua. Convide algum amigo, parente ou um amor e vá assistir as estrelas. Tente identificar aquela constelação que brilha a sudoeste.

Tente contar as estrelas do céu…

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